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31.7.9 july ainda espero o sono enquanto o teto em tom cinza-meia-luz reflete o que sinto. a cama vai me engolindo cada vez que respiro e não há muito o que fazer. a rua continua viva, tocando sua música estranha os gritos, os carros, os tiros o silêncio ensurdecedor me invade enquanto morto flutuo em mim. gosto desse sentimento, desse tom do teto, do vendo frio pela janela, da rua estranha e desconhecida do lado de fora. em todos esses anos, meu silêncio, meu companheiro inseparável, habita em mim e me salva do mundo insípido.
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