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5.12.7
eu sou o desperdício, o término amargo da alegria, o vácuo que existe entre o beijo, uma expressão meio anjo negro de nostalgia...
eu sou sua ausência de paz, sou o que aqui jaz, entre os espinhos da lápide fria, e o canto sombrio dos pássaros esquecidos...
sou aquele que caminha na rua vazia enquanto todos dormem, cruzando a cidade às 3 da manhã, alimentando a cabeça de sã insanidade, modernidade e escuridão...
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