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9.11.2005 eu que estou perdido entre os homens ainda em silêncio minha alma congela esse vazio que me preenche uma ânsia anônima alheia aos meus desejos
sozinho entre os gritos gotas de ferro e sangue escorreram de milhares de guerreiros calados numa canção para os mortos que em mim dormem
antes que eles acordem meu corpo desejo que levem aos que ainda em mim se aprisionam que entendam que a vida é uma pequena viagem
inside outside nobody touch me like i do nobody fells me like i do nobody knows me even me
- o que é a medtação? O que, o abandono do corpo? Que significa o jejum? E a suspensão do fôlego? São modos de fugirmos de nós mesmos. São momentos durante os quais o homem escapa à tortura de seu eu. Fazem-nos esquecer, passageiramente, o sofrimento e a insensatez da vida. A mesma fuga, o mesmíssimo esquecimento, o boiadeiro encontra-os na estalagem, quando bebe algumas tigelas de vinho de arroz ou de leite de côco fermentado. Então cessa de sentir o seu eu, cessa de padecer dores, anestesia-se por algum tempo.
Na verdade, ningúem é sábio, Se desconhece a obscuridade Inextricável e acolchoada Que o separa de tudo.
É estranho errar na bruma! A vida é solidão, Ninguém conhece seu próximo, Cada um está só.
(Sidarta - Hermann Hesse)
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